sábado, 10 de julho de 2010

sentimentalismo.





porque você é exatamente o que eu quero,
eu sou exatamente o que você quer,
mas as nossas exatidões não funcionam
numa conta de mais.

Tati Bernardi

Só quem é sentimental sabe conversar com o coração e entende que solidão não é ausência de companhia, e sim de motivo. entende tbm que saudad não é distância, é vontade. Só quem é sentimental descobre que 'sentir' é a melhor parte da felicidade e da tristeza.
Eu fiz loucuras, pra te encontrar, fui paciente pra te esperar.Fui seu amigo pra te entender, sempre disposto a te escutar. Me fiz mais forte para aguentar, essa angústia de te esperar. Fiz palhaçadas pra te ver sorrir, falei besteiras pra te alegrar. Eu virei noites pensando em você, e em uma maneira de explicar, como isso tudo foi acontecer, como por você fui me apaixonar. Tudo o que eu faço pensando em você, quem sabe assim você vá se tocar, que é só você fazer acontecer. Me pus no seu lugar pra compreender, mudei meus planos pra te acompanhar. Fiz absurdos pra te surpreender, roubei estrelas pra te encantar. Criei desculpas pra poder te ver, já tomei chuva só pra te abraçar. E o nosso beijo faz enlouquecer, que eu perco a hora, até perco o ar. É tão perfeito, é tudo tão lindo, parece que faz o tempo parar. (...) Me arrisquei para não te perder, abri meus braços pra me entregar. Eu não fiz nada pra esse amor nascer, mas faço tudo pra não se acabar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

love.


..'' Eu tenho andado feliz. E sim, continuo falando de amor, escrevendo os mesmos textos de sempre, poetizando qualquer coisa que apareça e fingindo não ser romântica.

Agora eu acabei de equilibrar a doçura, nas pontas do pés. Consegue ver? Se eu deixar cair, espalha. Sorri no escuro ao lembrar minha infantilidade em procurar o vento, naquela época, para que as palavras chegassem suaves aos teus ouvidos. Fico feliz em notar que ainda carrego delicadeza nos dedos ao escrever a você. Não nos despedimos. Essa semana peguei um táxi e passei do ponto porque simplesmente estava sorrindo pensando que, ah!, são coisas muito bonitas nos esperando. E quando pisei no chão, primeiro com o pé esquerdo, deixei cair o pirulito de coração. Despedaçou-se enquanto tive uma certeza: eu vou te amar em todos os meus amores. Já não contesto.
Outro dia revi Apenas o fim. Cada diálogo foi como se compusesse nossa despedida. Foram coisas lindas. Coisas bobas. Coisas nossas. Ele você ela eu. Quis te mandar um torpedo, quando foi dito: você é meu chicletinho mastigado. Não somente por ser a cara do que fomos, mas também porque interpretei de um jeito engraçado, sabe? É que vai ver o doce se perdeu, mas continua a grudar. Está grudado. Vai sempre ficar um pedaço, uma marquinha.
Ficou.
Aprendi que não existe pedagogia para sentimentos. Eu tive febre. E passou. Passou aquela vontade de querer te ligar durante o sinal vermelho só para contar do que andou acontecendo. A vontade de te contar das minhas revoltas, das minhas mudanças. Ando tão madura, tão mais boba, mais eu, menos você. Passou a vontade de falar do medo que tive nos primeiros dias, de ser a cada hora menos você. Passou. Passou inclusive o meu sorriso contente ao me imaginar escrevendo e lembrando você, num futuro, balbuciando entre um suspiro e outro, com uma voz muito concentrada no azul, a frase do poeta: minha impressão é que tenho amado sempre.
Por ter/ser passado, hoje, quero pedir: não me devolva nada. Não me entregue tuas ternurinhas. Não me devolva tudo o que já te entreguei, agora, quando já não interessa. Você deixou a porta entreaberta, eu fechei. Fecho. Se abra inteiro, encontre alguma menina interessante, me deixe passar. O meu amor foi grande. É imenso. É sempre teu. Mas não mais vivemos juntos nele. Ainda penso conseguir um dia estar ao teu lado, saber te ouvir, arranhar teus ouvidos com meus sorrisos, ficar horas pendurada ao telefone. Me engano, assim, para doer menos. Já doeu demais.
Continuo a te querer bem. Respeito nosso relicário. Respeito você. Sempre que noto as coisinhas construídas que me foram deixadas, me sinto bem. Faz cócegas ter você me alicerçando. Amores de ontem, todavia, devem ficar na poesia intocável. Por isso afirmo que aqui, nesse parágrafo, estou me despindo de você. Deixo tudo. Vai haver um ponto final adiante, porque aprendi a usá-lo. Deixo aqui. Não aceito devoluções. Se não for teu, sempre será de alguém. Te abraço com calma, para que os corpos solucem todos os beijos que não foram dados. Te entrego alguma coisa bem bonita. Que todo o amor que deixei seja teu, ainda que levado por outro alguém.

Que o coração jamais se apague.

PS: O que importa, realmente já foi feito. E é nosso. Sempre seremos nossos, porque ninguém nunca nos terá igual. Nunca havia sido tão assim, eterno.

liricass

abraço.

Algumas pessoas têm o abraço com gosto de rede no domingo,
Um silêncio nos olhos que fala tudo o que a gente precisa ouvir.
Transformam qualquer peso em “pena”
“Pena” que só quem tem as costas cansadas é capaz de sentir!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

diz.





Diz que com você é diferente?
Diz pra mim que você enfrentaria mares e tempestades para estar comigo; que se tivesse sete vidas, viveria todas por mim; que a cada estrela que você visse lá no céu, seu desejo de me ter ao seu lado só aumentasse; que sem mim você não existiria, assim como as manhãs soam mal sem o Sol; diz pra mim que meu coração é quem pulsa o sangue que corre em suas veias; que meus beijos são a tua droga, e o teu remédio; que seus passos mais importantes, só acontecem quando estou com você; diz pra mim que com você é diferente, diferente de todos. Que você vai me fazer feliz sem igual, e os dias que passarmos juntos, amanhã serão nosso passado, presente e futuro. Diz que você vai me fazer sua melhor amiga, companheira de aventuras, e amante perfeita. Diz que você vai me tratar como uma princesa, e fazer de teus braços o meu castelo. Diga-me tudo, apenas com uma palavra de amor, mesmo que ela seja muda. Mas que me passe a mesma certeza, como aquela com que eu te digo, que minha vida só é vida, porque eu tenho você.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sentimento.

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e
todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 2 de julho de 2010

do descobrir...

Vocês conseguem descobrir as riquezas soterradas nas pessoas que os decepcionam?



Augusto Cury


taí...eu até tento,mas nem sempre consigo...

paredes altas, e sem teto...


Eu estava precisando de uma folga de tudo pra poder ser eu mesma, mesmoque isso significasse não ser tão boa em tudo comotodo mundo julgava que eu devesse ser.Precisava fechar os olhos e chorar, sabe?Mas não um choro com lágrimas que corresem fora dos meus olhos, não.Eu precisava me chorar um pouco, chorar fundo, me rezar, me acalmar sozinha,me olhar melhor porque eu andava tão perdida dentro de mim.Eu estava com mais medo do que qualquer um poderia supor, ninguémsuporia por fora, porque por fora ainda era só belo.Eu precisava de um tempo de reclusões pro meu belonão ser só externo, e pra eu voltar a ser bonita.Eu estava precisando de um tempo sem muitas mentiras.As poucas eu até poderia lidar, aos poucos.Mas não mais mentiras feias, as sujas, as que até eu mesmatinha vergonha de contar pra mim. Eu precisava de encanto de céu,de mar e de lua à portas trancadas e paredes altas, sem teto...
Rani Ghazzaoui